Todos os dias milhares de Guarulhenses enfrentam a dificuldade de encontrar emprego, e tudo isso ainda fica pior quando leva mais tempo do que o previsto. O BILHETE ÚNICO PARA O DESEMPREGADO é um beneficio para auxiliar o trabalhador nesta busca. O Bilhete Único para desempregado virá não para sanar todos os problemas, mas para eliminar um deles. O bilhete será válido durante 90 dias e será necessário que o trabalhador esteja a mais de um mês desempregado e ter trabalhado no mínimo seis meses no último emprego com registro. Tudo isso ainda ficará melhor com a integração do Bilhete Único Municipal com São Paulo, afinal 40% dos Guarulhenses trabalham em outros municípios. Um novo jeito de fazer Política VOTE MARIANO JUNIOR 45012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
EM BUSCA DE CONHECIMENTO E PREPARAÇÃO PARA O DESAFIO DE SER O SEU VEREADOR
Tivemos a responsabilidade, atenção e carinho em nos preparar para enfrentar os desafios que nossa cidade exige e principalmente para os moradores do bairro onde mora, para demonstrar o meu comprometimento com cada um morador.
Após um pesadelo de 12 longos anos sem nenhuma nova realização, irei lutar para realizar alguns antigos sonhos de todos nós.
Vila Isabel – Construção da Unidade Básica de Saúde e um Telecentro
Jd. Cumbica – A construção do Retorno Viário da Riachuelo, com esta obra o desenvolvimento vira de forma natural, como: Bancos, Lojas, Hiper Mercados e novas frentes de trabalho fortalecendo a economia local.
Ainda podemos mais, alem de grandes outras obras como: Telecentro, Bom Prato, AME, FATEC e ETEC Pimentas.
E ainda pavimentar todas as rua da cidade, que hoje é usado como moeda de troca em período eleitoral. Sim tudo isso é possível com PSDB através do Carlos Roberto Prefeito 45, que irá trabalhar para uma cidade justa e administrada para todos nós.
sábado, 9 de junho de 2012
Hora de mudar
O péssimo resultado do PIB brasileiro no primeiro trimestre do ano produziu uma rara convergência de avaliações sobre a gestão da economia no governo Dilma Rousseff: o caminho perseguido até agora está equivocado, não está produzindo resultados positivos e precisa ser mudado. É hora de humildade para redirecionar o rumo e evitar o pior.
Os dados do IBGE mostraram que a alternativa de levantar o PIB por meio da expansão do consumo, definitivamente, deixou de funcionar. A demanda das famílias ainda cresce, mas num ritmo incapaz de contrabalançar a anemia de outras áreas, principalmente os investimentos - tanto os públicos, quanto os privados.
Há anos ouvem-se clamores para que o governo realize os investimentos necessários para melhorar as condições de competitividade do país. Há anos o que se vê, como resposta, é um desempenho medíocre das gestões petistas neste quesito. Foi assim com Lula, continua sendo assim com Dilma.
Neste ano, os investimentos federais correspondem a 0,9% do PIB, menos que o registrado em 2010 (1,2%) e em 2011 (1%). Especificamente em infraestrutura, investe-se hoje menos que na década de 80 - aquela que era chamada de "perdida" até pouco tempo atrás: segundo a OCDE, são 0,4% do nosso PIB, menos da metade da média mundial.
A crítica situação atual dos investimentos representa uma espécie de acerto de contas com os descalabros em série produzidos ao longo de toda a era petista. O Estado não apenas não fez a sua parte, como também erodiu as condições para que os empreendedores privados fossem adiante.
As condições de concorrência se deterioraram com o aumento da intervenção estatal nas condições de mercado, marca dos governos petistas. Com os vencedores sendo escolhidos nos gabinetes brasilienses, investir para produzir mais tornou-se temerário.
Ao mesmo tempo, a estrutura regulatória - tão cuidadosamente erigida na era Fernando Henrique Cardoso - foi sendo, dia após dia, implodida. Em toda e qualquer área, passou a imperar a discricionariedade e o interesse político-partidário. Quem se aventura a investir num ambiente assim?
Estímulos ao investimento privado jamais foram adotados. As parcerias público-privadas continuam engavetadas. Concessões e privatizações demoraram anos para serem retomadas, levando nossa infraestrutura literalmente para o buraco. Com tanto desincentivo, não é surpresa que seja tão difícil acreditar na decolagem do Brasil.
Mais alguns números servem para ilustrar a marcha à ré. Os investimentos em infraestrutura viária feitos neste ano até agora representam apenas metade do que foi aplicado no mesmo período de 2011. O Dnit está paralisado, com 55% da malha rodoviária nacional, ou 33 mil quilômetros de estradas, sem contratos de manutenção e recuperação, como mostra hoje o Valor Econômico em manchete.
Outro exemplo: por absoluta incompetência gerencial, o governo não consegue concluir uma das mais importantes obras logísticas do país, a ferrovia Norte-Sul. A estatal Valec deixou vencer contratos com empreiteiras e a obra só ficará pronta no ano que vem, prolongando sobrecustos de transporte que chegam a R$ 12 bilhões ao ano, informou a Folha de S.Paulo ontem.
Para piorar, as intenções de investimento nos próximos quatro anos já diminuíram R$ 35 bilhões, segundo O Estado de S.Paulo. As maiores quedas são em siderurgia, celulose, petroquímica e eletroeletrônicos. Neste ano, os gastos em máquinas e equipamentos - ou seja, em modernização e aumento de produção - devem cair 11%, de acordo com a Fiesp.
Se os empresários brasileiros tiraram o pé do acelerador, os estrangeiros pisaram fundo no freio: investimentos em carteira caíram de US$ 17,4 bilhões no primeiro quadrimestre de 2011 para apenas US$ 3,2 bilhões neste ano. O encantamento e a euforia com o país "não existem mais", como atestam até aliados importantes do petismo, como o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.
Diante desta avalanche negativa, as expectativas estão convergindo pesadamente para baixo. Há pouco, o BC divulgou que a previsão para o PIB deste ano afundou para 2,72%. Foi a quarta queda seguida de um prognóstico que não costuma ser alterado tão bruscamente em tão curto espaço de tempo pelos analistas - há um mês, estava em 3,23%.
Os resultados do primeiro trimestre do ano não são um ponto fora da curva; o país atravessa um claro momento de estagnação - para se ter ideia, entre 24 economias emergentes, estamos apenas em 15° lugar no ranking do crescimento pós-2009. Para este ano, uma expansão de 2,5% passou a ser tida, majoritariamente, como teto para nosso PIB.
Passou da hora de recuperar uma agenda de reformas voltada a dar melhores condições de competitividade à economia brasileira, impulsionando tanto o investimento público quanto o privado. Há uma lista enorme de medidas modernizantes clamando para ser implementada. A política do puxadinho, com benesses esparsas, favores dirigidos, incentivos desconexos, falhou, e só o PT não vê.
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
A marolinha que não passa
Baixou o santo de Lula em Dilma Rousseff. Como o ex-presidente, ela parece crer que, com muita saliva, vai espantar a crise. Nos últimos tempos, dia sim, dia também, tem lançado frases de efeito para dizer que o país não vai ser tragado pela desaceleração da economia. Infelizmente, já foi.
Ontem, a presidente afirmou, em discurso por ocasião da abertura oficial dos debates da Rio+20, que "quem aposta na crise, como alguns quatro anos atrás, vai perder de novo". Dilma refere-se à "marolinha" a que Lula tentou reduzir o tsunami recessivo que assola o mundo desde 2008 e até hoje não passou. No Brasil, não foi diferente. Basta olhar os números.
Desde então, o comportamento do PIB foi errático, e medíocre. Em 2009, queda de 0,3%, a primeira desde o calamitoso governo de Fernando Collor. No ano seguinte, exuberantes, e insustentáveis, 7,5%, obtidos à base de muito estímulo ao crédito e ao consumo, gastos públicos desmesurados e recidiva inflacionária.
Em 2011, primeiro ano da gestão Dilma, o resultado alcançado foi o pibinho de 2,7%. A presidente e sua equipe rebolaram para tentar convencer o distinto público que se tratava de um ponto fora da curva ascendente do crescimento brasileiro. Chegaram a prometer expansão de 5% para 2012, mas, pelo que se observa agora, ela mal deve encostar na média do ano passado.
Ou seja, quem "apostou na crise" há quatro anos, como disse a presidente, acertou. Desde então, tivemos uma recessão, um PIB inchado por anabolizantes, um resultado medíocre e um quarto ano igualmente decepcionante no horizonte. Se conseguirmos repetir em 2012 o pibinho do ano passado, teremos obtido uma expansão média anual de 3,1% a partir de 2008.
Numa lista de 24 economias emergentes, alcançamos apenas o 15° lugar no ranking pós-2008. Alargando o período de análise, quando considerados os últimos dez anos, e a se confirmarem os anémicos prognósticos para 2012, o Brasil terá avançado exatamente à mesma taxa média mundial, nem mais nem menos: 45%.
"Será mais do que as economias desenvolvidas e menos do que outros países emergentes. Nos dez anos terminados em 2012, a China terá crescido nada menos que 160%. (...) Crescemos com o mundo e como ele - não lideramos nada", analisou Luís Eduardo Assis n'O Estado de S.Paulo na semana passada.
As razões para a derrocada são sobejamente conhecidas: uma opção equivocada pelo incentivo ao consumo em detrimento da realização de investimentos necessários à decolagem do país. Novos levantamentos publicados hoje nos jornais dão contornos claríssimos à má condução da economia sob Dilma.
Os investimentos públicos não estão apenas desacelerando em relação ao ano passado; estão no nível mais baixo desde 2009. Ou seja, são hoje os menores dos últimos três anos. Em valores corrigidos, de janeiro a maio deste ano os desembolsos chegam a R$ 14,3 bilhões, ante R$ 14,7 bilhões em 2011 e R$ 17,7 bilhões em 2010, informa o Estadão.
Em termos reais, isto é, já descontada a inflação do período, a queda é de 2,7% na comparação com o ano passado e de 19,2% sobre 2010. Como é que a "gerente" Dilma explica desempenho tão ruim? Na outra ponta, os gastos correntes aumentaram R$ 13 bilhões reais até abril, segundo Alexandre Schwartsman, na Folha de S.Paulo.
Também O Globo mostra que, nem somando os restos a pagar, a situação melhora. Com base em números levantados pelo DEM, o jornal informa que, até maio, os ministérios de Transportes, Integração Nacional e Cidades - responsáveis por obras de infraestrutura - executaram apenas 15% dos investimentos previstos para o ano, bem abaixo da média razoável.
De uma dotação de R$ 33,3 bilhões aprovada pelo Congresso para as três pastas, foram gastos R$ 5 bilhões até maio. No mesmo período de 2011, as três pastas já haviam executado 24% dos investimentos previstos - ruim, mas não tanto quanto agora. Quando se considera somente o Orçamento de 2012, até abril o Ministério dos Transportes, por exemplo, só aplicara R$ 40 milhões dos R$ 17,7 bilhões reservados.
Uma das formas que o governo petista encontrou para mascarar o mau desempenho foi passar a computar os subsídios destinados à equalização das taxas de juros dos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida como investimentos. Trata-se de uma tremenda mandracaria. Tanto que, quando se observa o número de residências efetivamente construídas, o resultado é pífio.
Segundo o Valor Econômico, das 1,2 milhão de moradias para famílias de baixa renda prometidas para a segunda fase do programa, lançada no início do ano passado, apenas 191 mil foram contratadas e menos de 4 mil foram entregues até agora. E das 418 mil previstas na primeira fase, iniciada três anos atrás, só 159 mil (38%) ficaram prontas.
No dia a dia de seu governo, Dilma Rousseff tem demonstrado, sobejamente, que sua propalada competência para bem gerir é uma fantasia. Talvez por isso, a presidente esteja agora apelando para a tentativa de se transformar em boa oradora. Mas à revelia da realidade e só com saliva, a economia brasileira não levanta.
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
sábado, 28 de abril de 2012
1º CONGRESSO NACIONAL DO NÚCLEO SINDICAL DO PSDB REÚNE LIDERANÇAS E MILITANTES DE TODO O PAÍS
A diretoria do núcleo recém-criado tomou posse na ocasião; o sindicalista Antônio de Sousa Ramalho é o presidente
O PSDB realizou na manhã de hoje, 27 de abril, seu 1º Congresso Nacional do Núcleo Sindical em São Paulo. Durante o encontro, a primeira diretoria do Núcleo, presidida pelo sindicalista tucano Antonio de Sousa Ramalho, tomou posse.
O congresso contou a presença de lideranças como o governador Geraldo Alckmin; o ex-governador José Serra; o senador Aécio Neves; o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra; o presidente estadual do PSDB-SP, deputado Pedro Tobias; o presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Barros Munhoz; o presidente da Força Sindical, Paulinho; o deputado Silvio Torres; e o Secretário Estadual de Energia, José Aníbal, além de diversas lideranças parlamentares e sindicais de todo o país.
Cerca de 2 mil pessoas participaram do evento, que discutiu temas como mudanças na política econômica, redução de juros, desenvolvimento, distribuição de renda, fortalecimento do mercado interno, revolução da política educacional, jornada de trabalho de 40 horas semanais sem redução de rendimentos e salário e condições iguais entre homens e mulheres.
Ao assumir a presidência do Núcleo recém-criado, Ramalho agradeceu a presença de todos e ressaltou a importância do Congresso realizado. “Este é um dia histórico para o partido e para o país. O PSDB se fortalece com a iniciativa de criar o seu Núcleo Sindical. O partido está cada vez mais próximo de suas bases e digo que ninguém mais se elegerá a qualquer cargo político sem ouvir a voz do sindicalismo; a nossa voz. Muito obrigado pelo que está acontecendo aqui hoje”, afirmou Ramalho.
Fortalecimento
Os políticos presentes foram unânimes ao afirmar que a inserção de representantes trabalhistas no partido era necessária e que ela fortalecerá e trará mais união ao PSDB daqui para frente. “Nós sempre fomos ligados aos trabalhadores, mas faltava o Núcleo Sindical. Isso é possível hoje graças a lideranças como o Ramalho, Pedro Tobias e, claro, o governador Alckmin. Viva o trabalhador e viva o Núcleo Sindical do PSDB”, disse Barros Munhoz.
“Não há democracia sem a participação dos trabalhadores. O nosso compromisso é com o salário e com o desenvolvimento; trabalho tem que ser prioridade sobre o capital. Este é o nosso compromisso. Parabéns pelo congresso”, afirmou Alckmin.
O presidente estadual do PSDB-SP, Pedro Tobias, reafirmou seu compromisso com os trabalhadores ao afirmar que “desde o dia em que eu assumi a presidência do diretório estadual do PSDB, ao lado do Secretario Geral Cesar Gontijo, nós colocamos o Núcleo Sindical como prioridade”. “Não podemos nos esquecer do esforço do Ramalho, da Neuzinha e do Melquíades Araújo. Hoje é dia de festa, mas a partir de amanhã será de muito trabalho”, concluiu Tobias.
Momento histórico
O ex-governador e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou que hoje é “um momento histórico para o PSDB”. “Parabéns ao partido e ao seu novo Núcleo Sindical. Já temos uma tarefa essencial em curto prazo, que é mobilizar os nossos sindicalistas de todo o Brasil para as próximas eleições. Os sindicalistas tucanos estarão mobilizados e unidos”, disse Serra.
Serra prosseguiu com seu discurso, falando sobre tarefas pertinentes aos trabalhadores do partido. “A desindustrialização tem que estar sempre entre as nossas preocupações. Não é possível o país se desenvolver com a indústria andando para trás. O Núcleo Sindical tem que estar atento a isso. Eu estou pronto para colaborar com essa plataforma tucana que tanto contribui com a democracia”, concluiu o ex-governador.
Para o presidente da Força Sindical, deputado Paulinho, “é importante que os trabalhadores se organizem em partidos, assim como é muito importante que os partidos aceitem os trabalhadores de portas abertas”. “Acredito que a iniciativa de o PSDB formar seu Núcleo Sindical é a mais importante do momento. Parabéns ao partido”, concluiu Paulinho.
“Estamos realizando hoje o mais importante evento já organizado pelo PSDB. Estamos retornando às nossas origens e buscando nelas inspiração para continuar nossa caminhada. O sindicalismo tem que estar sempre presente nas discussões da agenda nacional”, afirmou o senador Aécio Neves.
O presidente Sérgio Guerra ficou responsável pelo encerramento do 1º Congresso Nacional do Núcleo Sindical do PSDB. “No ano passado já realizamos um evento de grande porte com a Juventude do partido, hoje estamos realizando este importante Congresso e, no próximo mês, nos reuniremos de novo; dessa vez com as mulheres do PSDB”, disse Guerra.
“O PSDB não seria um partido à altura do que os brasileiros esperam dele sem a inserção dos trabalhadores. As propostas e palavras do Núcleo serão sempre incorporadas ao partido todo”, concluiu Sergio Guerra.
Fonte: tucano.org.br
terça-feira, 24 de abril de 2012
O imbróglio florestal
O projeto do novo Código Florestal deve ir a voto hoje na Câmara sob intensa polêmica e eivado de críticas. Uma possível aprovação do texto apresentado pelo deputado Paulo Piau (PMDB-MG) pode dar a Dilma Rousseff a chance de posar do que ela nunca foi: defensora do meio ambiente.
Depois de um ano, o texto voltará a ser apreciado pelos deputados, que, em maio de 2011, impuseram à presidente uma de suas mais ácidas derrotas parlamentares até agora. Depois disso, o Código passou por votação do Senado, em dezembro, onde ganhou uma versão mais equilibrada.
Na semana passada, porém, Piau apresentou relatório alterando 21 pontos do texto aprovado pelos senadores. Entre os principais aspectos modificados, está o que define as áreas de preservação permanente a serem recompostas pelos produtores. O deputado tornou a regra bem mais amena, no que está sendo considerada uma "anistia" a desmatadores.
O texto aprovado pelo Senado - que representou uma conciliação possível entre a visão ambientalista e a dos produtores rurais - estabelece faixas mínimas de recuperação da vegetação entre 15 e 100 metros, dependendo da largura dos rios. Para pequenos produtores, há gradações e atenuantes à norma.
Pela proposta de Paulo Piau, caberia a cada estado estabelecer regras sobre quando, quanto e como os proprietários rurais terão de recuperar das áreas de preservação permanente. Opta-se por uma orientação mais fluida, ao invés de uma regra geral que discipline a aplicação do Código em todo o país. Não parece ser a melhor saída.
Embora possa não ser perfeita, a versão aprovada pelos senadores no fim do ano passado aponta uma concordância possível entre posições que, na maioria das vezes, nunca convergem. Parece ser, portanto, a solução aceitável para o impasse florestal, que se arrasta há anos no país.
Como Piau insiste em levar as propostas contidas em seu relatório a voto, sem mais margem para negociações, o governo federal enxergou na intransigência uma excelente oportunidade de dar verniz ambiental a suas posições.
O Planalto já fez circular que, do jeito que está, o Código não passará pelo crivo da presidente da República. A intenção governista, manifestada aos jornais, é vetar o trecho que trata das áreas de preservação permanente e editar uma medida provisória recompondo o espírito do texto que foi aprovado no Senado.
Poder vetar um projeto que, aos olhos da opinião pública, serve para "anistiar quem desmata" é tudo o que Dilma mais sonha. Justo ela, que de meio ambiente sempre guardou profilática distância...
Recentemente, algumas das mais proeminentes entidades da área ambiental, como WWF e SOS Mata Atlântica, divulgaram documento em que classificam o primeiro ano de gestão da presidente como o de "maior retrocesso da agenda socioambiental desde o fim da ditadura". Um dos exemplos é que não foi criado nenhum hectare de novas áreas de proteção desde o último ano.
Desde que ocupava o comando do Ministério de Minas e Energia, Dilma protagonizou a função de trator, a quem cabia derrubar tudo o que se opusesse ao desenvolvimentismo. Sua política energética resulta hoje em maiores emissões de carbono, com uso intenso de combustíveis fósseis em usinas termelétricas. As obras de hidrelétricas na Amazônia também não primam pelo respeito ao meio ambiente. E por aí vai.
O imbróglio em torno da votação do Código Florestal revela, também, como a base parlamentar de sustentação do governo Dilma funciona sem qualquer organicidade. Com os votos de que dispõe, a presidente poderia, facilmente, ter encaminhado uma proposta que contemplasse os reais interesses da sustentabilidade, tendo em vista o futuro do país. Mas este imenso capital só é usado para outros fins, bem menos nobres.
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Carlos Roberto participa de Grito pela Desindustrialização
Empresário do setor industrial, Carlos Roberto de Campos participou, nesta quarta-feira, dia 4 de abril, do Grito de alerta em favor da produção e do emprego, em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo. Promovido com apoio da Fiesp e do Ciesp, o ato teve como objetivo alertar a classe política para o processo de desindustrialização em curso no País.
Para Carlos Roberto, a manifestação chega tardiamente. “Passamos do sinal amarelo e estamos entrando no vermelho. Há dez anos a indústria vem sofrendo com a falta de políticas que possam identificar as empresas brasileiras e colocá-las em condições de competitividade. O que assistimos hoje é um grande envolvimento de empregados e empregadores na luta pela produção e emprego”, disse Carlos Roberto, que é deputado federal suplente e presidente do PSDB de Guarulhos.
De acordo com ele, o pacote de medidas anunciados pelo Governo Federal na última terça-feira é muito tímido e não reflete as necessidades da indústria. “É mais uma vez, o mais do mesmo. Precisamos de medidas ousadas e perenes”, finalizou o industrial.
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